quinta-feira, 26 de maio de 2016

CONFIA EM DEUS


Aflições e lágrimas são processos da vida, em

que se te acrescentam as energias, a fim de que

sigas a frente, na quitação dos compromissos

esposados, para que se te iluminem os olhos, no

preciso discernimento.

 

Nos dias difíceis de atravessar, levanta-se para a

vida, ergue a fronte, abraça o dever que as

circunstâncias te deram e abençoa a existência

em que a Providência Divina te situou.

 

Por maiores se façam a dor que te visite, o golpe

que te fira, a tribulação que te busque ou o

sofrimento que te assalte, não esmoreças na fé e

prossegue fiel às próprias obrigações, porque, se

todo o bem te parece perdido, na fase da tarefa

em que te encontras, guarda a certeza de que

Deus está contigo, trabalhando no outro lado.

 

Autor: Emmanuel

Psicografia de Francisco Cândido Xavier. Livro: Alma e Coração

 

 

domingo, 15 de maio de 2016

PERDÃO E NÓS

 

        Habitualmente, consideramos a necessidade do perdão apenas quando alvejados por ofensas de caráter público, no intercurso das quais recebemos tantos testemunhos de solidariedade, na esfera dos amigos, que nos demoramos hipnotizados pelas manifestações afetivas, a deixar-nos em mérito duvidoso.

        A ciência do perdão, todavia, tão indispensável ao equilíbrio, quanto o ar é imprescindível à existência, começa na compreensão e na bondade, perante os diminutos pesares do mundo íntimo.

        Não apenas desculpar todos os prejuízos e desvantagens, insultos e desconsiderações maiores que nos atinjam a pessoa, mas suportar com paciência e esquecer completamente, mesmo nos comentários mais simples, todas as pequeninas injustiças do cotidiano, como sejam:

        a observação maliciosa;

        a referência pejorativa;

        o apelo sem resposta;

        a gentileza recusada;

        o benefício esquecido;

        o gesto áspero;

        a voz agressiva;

        a palavra impensada;

        o sorriso escarnecedor;

        o apontamento irônico;

        a indiscrição comprometedora;

        o conceito deprimente;

        a acusação injusta;

        a exigência descabida;

        a omissão injustificável;

        o comentário maledicente;

        a desfeita inesperada;

        o menosprezo em família;

        a preterição sob qualquer aspecto;

        o recado impiedoso...

        Não nos iludamos em matéria de indulgência.

        Perdão não é recurso tão-somente aplicável nas grandes dores morais, à feição do traje a rigor, unicamente usado em horas de cerimônia. Todos os menos suscetíveis de erro e, por isso mesmo, perdão é serviço de todo instante, mas, assim como o compositor não obtém a sinfonia sem passar pelo solfejo, o perdão não existe, de nossa parte, ante os agravos grandes, se não aprendemos a relevar as indelicadezas pequenas.

 

Emmanuel (Chico Xavier)

(De “Estude e Viva”, de Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira, pelos Espíritos de Emmanuel e André Luiz)

 

domingo, 8 de maio de 2016

VACINAS DA ALMA NO REINO DA PALAVRA


 

- Não grite.

Não permita que o seu modo de falar se transforme em agressão.

- Conserve a calma.

Ao falar, evite comentários ou imagens contrárias ao bem.

- Evite a maledicência.

Trazer assuntos infelizes à conversação, lamentando ocorrências que já se foram, é requisitar a poeira de caminhos já superados, complicando paisagens alheias.

- Abstenha-se de todo adjetivo desagradável para pessoas, coisas e circunstâncias.

Atacar alguém será destruir hoje o nosso provável benfeitor de amanhã.

- Use a imaginação sem excesso.

Não exageres sintomas ou deficiências com os fracos ou doentes, porque isso viria fazê-los mais doentes e mais fracos.

- Responda serenamente em toda questão difícil.

Na base da esperança e bondade, não existe quem não possa ajudar conversando.

- Guarde uma frase sorridente e amiga para toda situação inevitável.

Da mente aos lábios, temos um trajeto controlável para as nossas manifestações.

- Fuja a comparações, a fim de que seu verbo não venha a ferir.

Por isso, tão logo a ideia negativa nos alcance a cabeça, arredemo-la, porque um pensamento pode ser substituído, de imediato, no silêncio do espírito, mas a palavra solta é sempre um instrumento ativo em circulação.

Recorde que Jesus legou o Evangelho, exemplificando,

mas conversando também.

 

ANDRÉ LUIZ

União das mensagens:

"Vacinas da Alma" e "No Reino da Palavra"

Dos livros "Busca e Acharás" e “Aulas da Vida”

Psicografia de Francisco Cândido Xavier

quarta-feira, 4 de maio de 2016


Espiritismo praticado



       Irmãos, recordando Allan Kardec, na prática espiritista, lembremo-nos de que, no Espiritismo praticado, é necessário:
       Colocar os interesses divinos acima dos caprichos humanos.
       Negar-se a si mesmo, tomar a cruz da elevação e seguir com o Senhor.
       Reformar-se em Cristo, antes de reclamar a reforma dos outros.
       Exemplificar o bem antes de ensiná-lo.
       Servir sem propósitos de recompensa.
       Consolar, antes de procurar consolações.
       Amar sem exigências.
       Usar os bens do Pai, sem os desvarios da posse.
       Compreender, antes de reclamar compreensão alheia.
       Agradecer, antes de pedir.
       Confiar sem angústias.
       Cumprir todos os deveres da cooperação, sem as trevas da incompreensão e da queixa. Jesus é Caminho, Verdade e Vida.
       Kardec é Trabalho, Solidariedade e Tolerância.
       O Caminho da realização não dispensa o trabalho.
       O templo da Verdade não exclui a solidariedade legítima.
       A Vida eterna pede a luz da tolerância construtiva.
       O Espiritismo em seu tríplice aspecto, científico, filosófico, religioso, é movimento libertador das consciências, mas só o Espiritismo praticado liberta a consciência de cada um.
       Lembrando o grande Missionário, não vos esqueçais de que o Espiritismo prático pode ser o Espiritismo do eu e que só o Espiritismo praticado é o Espiritismo de Deus.

Emmanuel
(De “Nosso Livro”, de Francisco Cândido Xavier – Espíritos diversos)

domingo, 24 de abril de 2016

EM  MATÉRIA  AFETIVA


 

       Sempre é forçoso muito cuidado no trato com os problemas afetivos dos outros, porque muitas vezes os outros, nem de leve, pensam naquilo que possamos pensar.

*

       Os espíritos adultos sabem que, por enquanto, na Terra, ninguém pode, em sã consciência, traçar a fronteira entre normalidade e anormalidade, nas questões afetivas de sentido profundo.

*

       Os pregadores de moral rigorista, em assuntos de amor, raramente não caem nas situações que condenam.

*

       Toda pessoa que lesa outra, nos compromissos do coração, está fatalmente lesando a si própria.

*

       Respeite as ligações e as separações, entre as pessoas do seu mundo particular, sem estranheza ou censura, de vez que você não lhes conhece as razões e processos de origem.

*

       As suas necessidades de alma, na essência, são muito diversas das necessidades alheias.

*

       No que tange a sofrimentos do amor, só Deus sabe onde estão a queda ou a vitória.

*

       Jamais brinque com os sentimentos de próximo.

*

       Não assuma deveres afetivos que você não possa ou não queira sustentar.

*

       Amor, em sua existência, será aquilo que você fizer dele.

*

       Você receberá, de retorno, tudo o que der aos outros, segundo  lei que nos rege os destinos.

*

       Ante os erros do amor, se você nunca errou por emoção, imaginação, intenção ou ação, atire a primeira pedra, conforme recomenda Jesus.

 

(De “Sinal Verde”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito André Luiz)

 

 

quarta-feira, 20 de abril de 2016

A BRANDURA


"Bem-aventurados os que são brandos, porque possuirão a Terra". (Mateus, 5:4)



    Por esta e outras máximas, Jesus faz da brandura, da moderação, da mansuetude, da afabilidade e da paciência, uma lei.

    Condena, por conseguinte, a violência, a cólera e até toda expressão descortês que alguém possa usar para com seus semelhantes.

    Podemos perceber, dessa forma, que os ensinos de Jesus não são bem compreendidos por nós e, menos ainda, vivenciados.

    Prova disso é o nosso comportamento diário, diante de situações e pessoas.

    Um dia desses, transitávamos por uma rua da nossa cidade e paramos no sinal fechado.

     Observamos no veículo ao lado um adesivo com a seguinte citação evangélica:

    “Já não sou eu quem vive, mas é Cristo que vive em mim”.

    De fato a frase chamou-nos a atenção pela beleza da idéia que contém, mas infelizmente não retratava a realidade.

    Ao aproximar-se um desses garotos que entregam panfletos de propaganda nas esquinas, a senhora que dirigia o veículo, o tratou com aspereza.

    Gesticulando raivosa espantou o menino, que afastou-se um tanto desorientado.

    É muito comum percebermos esse tipo de situação, pois Jesus tem sido muito divulgado ultimamente, mas pouco vivido.

    Para que o Cristo possa de fato viver em nós, é necessário que nos esvaziemos um pouco do egoísmo.

    Enquanto estivermos cheios de nós mesmos, certamente não haverá lugar para que o ensino dele habite em nossa intimidade.

    É muito fácil viver os ensinamentos de Jesus dentro dos templos religiosos que frequentamos, onde a situação e as pessoas nos favorecem.

    Quando tudo está calmo e todos se comportam com serenidade, é fácil ser brandos e pacíficos.

    Todavia, os ensinos do Mestre de Nazaré devem ser vivenciados 24 horas por dia.

    É verdade que algumas coisas não são bem como gostaríamos que fossem.

    Não nos agrada encher o veículo de papéis de propaganda, mas será preciso agredir com palavras aqueles que os entregam?

    Agindo assim, deixamos de lado outro ensino do Cristo:

    “Fazer ao próximo o que gostaríamos que ele nos fizesse”.

    É importante, antes de agirmos com rudeza, colocarmo-nos no lugar do outro e nos perguntarmos como gostaríamos de ser tratados se estivéssemos em seu lugar.

    Se fizermos isso, com toda certeza não nos equivocaremos mais, e por conseguinte estaremos agindo como verdadeiros cristãos.

    Você sabia?

    Você sabia que os mundos também evoluem e tornam-se cada vez melhores?

    É por isso que Jesus afirmou que são bem-aventurados os brandos porque possuirão a Terra.

    A Terra, que é um planeta de expiações e provas passará a mundo de regeneração e albergará os espíritos que já se melhoraram a ponto de merecê-la.

    Os que ainda persistirem no mal reencarnarão em outros planetas, de conformidade com sua evolução.

    É assim que se expressa a justiça divina. A ninguém desampara, mas também a ninguém privilegia, todos temos as mesmas chances, basta que saibamos aproveitá-las.



(Equipe de Redação do Momento Espírita, com base em O Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. IX, item 4. - www.momento.com.br)