quinta-feira, 14 de julho de 2016

LEMBRANÇA FRATERNAL AOS ENFERMOS


                   
     Queres o restabelecimento da saúde do corpo e isso é justo.
     Mas, atende ao que te lembra um amigo que já se vestiu de vários corpos e compreendeu, depois de longas lutas, a necessidade da saúde espiritual.
     A tarefa humana já representa, por si, uma oportunidade de reerguimento aos espíritos enfermos. Lembra-te, pois, de que tua alma está doente e precisa curar-se sob os cuidados de Jesus, o nosso Grande Médico.
     Nunca pensaste que o Evangelho é uma Receita Geral para a humanidade sofredora?
     É muito importante combater as moléstias do corpo; mas, ninguém conseguirá eliminar efeitos quando as causas permanecem.
     Usa os remédios humanos, porém, inclina-te para Jesus e renova-te, espiritualmente, nas lições de seu amor.
     Recorda que Lázaro, não obstante voltar do sepulcro, em sua carne, pela poderosa influência do Cristo, teve de entregar seu corpo ao túmulo, mais tarde. O Mestre chamava-o a novo ensejo de iluminação da alma imperecível, mas não ao absurdo privilégio da carne imutável.
     Não somos as células orgânicas que se agrupam, a nosso serviço, quando necessitamos da experiência terrestre. Somos espíritos imortais e esses microrganismos são naturalmente intoxicados, quando os viciamos ou aviltamos, em nossa condição de rebeldia ou de inferioridade.
     Os estados mórbidos são reflexos ou resultantes de nossas vibrações mais íntimas.
     Não trates as doenças com pavor e desequilíbrio das emoções. Cada uma tem sua linguagem silenciosa e se faz acompanhar de finalidades específicas.
     A hepatite, a indigestão, a gastralgia, o resfriado são ótimos avisos contra o abuso e a indiferença. Por que preferes bebidas excitantes, quando sabes que a água é a boa companheira, que lava os piores detritos humanos? Por que o excesso dos frios no verão e a demasia de calor nos tempos de inverno? Acaso ignoras que o equilíbrio é filho da sobriedade? O próprio irracional tem uma lição de simples impulso, satisfazendo-se com a sombra das árvores na secura do estio e com a benção do sol nas manhãs hibernais. Pela tua inconformação e indisciplina, desordenas o fígado, estragas os órgãos respiratórios, aborreces o estômago. Observamos, assim, que essas doenças-avisos se verificam por causas de ordem moral. Quando as advertências não prevalecem, surgem as úlceras, as congestões, as nefrites, os reumatismos, as obstruções, as enxaquecas. Por não se conformar o homem, com os desígnios do Pai que criou as leis da natureza como regulamentos naturais para a sua casa terrestre, submete as células que o servem ao desregramento, velha causa de nossas ruínas.
     E que dizermos da sífilis e do alcoolismo procurados além do próprio abuso?
     Entretanto, no capítulo das enfermidades que buscam a criatura, necessitamos considerar que cada uma tem sua função justa e definida.
     As moléstias dificilmente curáveis, como a tuberculose, a lepra, a cegueira, a paralisia, a loucura, o câncer, são escoadouros das imperfeições.
     A epidemia é uma provação coletiva, sem que essa afirmativa, no entanto, dispense o homem do esforço para o saneamento e higiene de sua habitação. Há dores íntimas, ocultas ao público, que são aguilhões salvadores para a existência inteira. As enfermidades oriundas dos acidentes imprevistos são resgates justos. Os aleijões são parte integrante das tabelas expiatórias. A moléstia hereditária assinala a luta merecida.
     Vemos, portanto, que a doença, quando não seja a advertência das células queixosas do tirânico senhor que as domina, é a mensageira amiga convidando a meditações necessárias.
     Desejas a cura; é natural. Mas, precisas tratar-te a ti mesmo para que possas remediar ao teu corpo. Nos pensamentos ansiosos, recorre ao exemplo de Jesus. Não nos consta que o Mestre estivesse algum dia de cama; todavia, sabemos que ele esteve na cruz. Obedece, pois, a Deus e não te rebeles contra os aguilhões. Socorre-te do médico do mundo ou de teu irmão do plano espiritual, mas, não exijas milagres, que esses benfeitores da terra e do céu não podem fazer. Só Deus te pode dar acréscimo de misericórdia, quando te esforçares por compreendê-lo.
     Não deixes de atender às necessidades de teus órgãos materiais que constituem a tua vestimenta no mundo; mas, lembra-te do problema fundamental que é a posse da saúde para a vida eterna. Cumpre teus deveres, repara como te alimentas, busca prever antes de remediar e, pelas muitas experiências dolorosas que já vivi no mundo terrestre, recorda comigo aquelas sábias palavras do Senhor ao paralítico de Jerusalém:
     - "Eis que já estás são, não peques mais, para que não te suceda alguma coisa pior."
      
        Pelo Espírito Emmanuel. Psicografia de Francisco Cândido Xavier.
        Livro: Coletânea do Além. Lição nº 56. Página 125.
Extraída do Reformador de setembro de 1941. O Reformador é uma publicação da Federação Espírita Brasileira - FEB, fundada em 1883.

VOZES DO ESPÍRITO



Deus é meu Pai.
A Natureza é minha Mãe.
O Universo é meu Caminho.
A Eternidade é meu Reino.
A imortalidade é minha Vida.
A Mente é meu Lar.
O Coração é meu Templo.
A Verdade é meu Culto.
O Amor é minha Lei.
A Forma em si minha Manifestação.
A Consciência é meu Guia.
A Paz é meu Abrigo.
A Experiência é minha Escola.
O Obstáculo é minha Lição.
A Dificuldade é meu Estímulo.
A Alegria é meu Cândido.
A Dor é meu Aviso.
A Luz é minha Realização.
O Trabalho é minha Benção.
O Amigo é meu Companheiro.
O Adversário é meu Instrutor.
O Próximo é meu Irmão.
A Luta é minha Oportunidade.
O Passado é minha Advertência.
O Presente é minha Realidade.
O Futuro é minha Promessa.
O Equilíbrio é minha Atitude.
A Ordem é minha Senha.
A Beleza é meu Ideal.
A Perfeição é meu Destino.

O Espírito.
(Mensagem psicografada por Francisco Cândido Xavier em reunião íntima de preces, em Belo Horizonte.
O mensageiro que a escreveu e que se apresentou num ambiente de grande elevação não se identificou,
assinado e comunicado apenas com as palavras “O Espírito”)

domingo, 29 de maio de 2016

VEJAMOS  ISSO

 

“Porque o Cristo me enviou, não para batizar,

mas para evangelizar;

não em saboaria de palavra,

para que a cruz do Cristo se não faça vã.”

Paulo (I Coríntios, 1:17)

 

       Geralmente, quando encarnados, sentimos vaidoso prazer em atrair o maior número de pessoas para o nosso modo de crer.

       Somos invariavelmente bons pregadores e eminentemente sutis na criação de raciocínios que esmaguem os pontos de vista de quantos nos não possam compreender no imediatismo da luta.

       No primeiro pequeno triunfo obtido, tornamo-nos operosos na consulta aos livros santos, não para adquirir mais vasta iluminação e, sim, com o objetivo de pesquisar as letras humanas das divinas escrituras, buscando acentuar as afirmativas vulneráveis de nossos opositores.

       Se católicos romanos, insistimos pela observância de nossos amigos à frequência da missa e dos sacramentos materializados; se adeptos das igrejas reformadas, exigimos o comparecimento geral ao culto externo; e, se espiritistas, buscamos multiplicar as sessões de intercâmbio com o plano invisível.

       Semelhante esforço não deixa de ser louvável em algumas de suas características, todavia, é imperioso recordar que o aprendiz do Evangelho, quando procura sinceramente compreender o Cristo, sente-se visceralmente renovado na conduta íntima.

       Quando Jesus penetra o coração de um homem, converte-o em testemunho vivo do bem e manda-o a evangelizar os seus irmãos com a própria vida e, quando um homem alcança Jesus, não se detém, pura e simplesmente, na estação das palavras brilhantes, mas vive de acordo com o Mestre, exemplificando o trabalho e o amor que iluminam a vida, a fim de que a glória da cruz não se faça vã.

 

(De “Pão Nosso”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel)

 

sexta-feira, 27 de maio de 2016

As Faces da verdade  

      As crianças tagarelavam animadamente enquanto a professora preparava a sala para começar a atividade do dia.

      Em silêncio, ela arrumou as cadeiras das crianças e a sua própria em círculo e no meio colocou uma caixa forrada com um papel bastante colorido.

      Sua atitude despertou a curiosidade dos alunos que, sentados em círculo, pouco a pouco, pararam de conversar, interessados no que poderia haver ali.

      Afinal, era um objeto diferente.

      Embora originariamente tivesse sido uma simples caixa de sapatos, foi tornada especial e interessante pelo papel colorido que a forrava e pelos variados desenhos que cobriam todos os lados.

      Cada um de vocês, sem sair do lugar onde está, nem falar com os colegas, deverá relacionar os desenhos que veem estampados na caixa. Orientou a professora.

      Em silêncio, os alunos passaram a anotar em uma folha o que conseguiam ver.

      Logo em seguida, a professora pediu para uma das crianças:

      Leia, por favor, o que você vê desenhado na caixa.

      Há uma bola, um lápis e uma flor amarela.  Respondeu prontamente uma garotinha.

      Passando a olhar para a criança que estava exatamente na frente daquela que havia falado, a professora perguntou:

      A sua lista coincide com a de sua colega?

      Não.  Respondeu um pouco desconfiado o menino a quem havia sido dirigida a palavra. Eu vejo desenhados na caixa um pião, um carrinho e uma laranja.

      Pois, bem. disse a professora, olhando para os demais alunos. Quem dos nossos colegas está com a razão?

      E um grande burburinho se estabeleceu.

      As crianças começaram a falar simultaneamente, cada qual dizendo o que via, o que não coincidia com o que os demais falavam.

      Passado apenas um instante, a professora reassumiu a palavra, pedindo silêncio e explicando a questão.

      Imaginem que a caixa que vocês estão vendo é a verdade.

      Cada qual consegue apenas visualizar um ângulo da caixa.

      Não é possível saber o que o colega que está sentado à sua frente pode ver.

      Tampouco qualquer de vocês sabe qual é o desenho que há na parte debaixo. Disse ela, erguendo a caixa e mostrando que, também na parte inferior, havia uma bela figura estampada.

      *   *   *

      A verdade é única e incapaz de se amoldar aos interesses individuais.

      Ela exige, porém, que cada um busque ângulos diferentes, conhecimentos mais amplos, para que possa estabelecer um juízo mais seguro a respeito de qualquer assunto.

      Acreditar que apenas o nosso ponto de vista está correto pode provocar discórdias e equívocos.

      Nossa percepção, por vezes, está limitada a apenas uma das diversas faces da caixa, um dos vários aspectos da verdade.

      Afinal, normalmente, cada qual vê apenas uma face da mesma caixa.

      Ao invés de crermos que somos os donos da verdade, cabe-nos a humildade e a sabedoria de tentar entender os motivos que fazem os outros se posicionarem de forma tão diferente da nossa.

      Quando Jesus nos disse que a verdade será motivo de nossa libertação, Ele não se referia às verdades parciais que cada um estabelece para si próprio.

      Mas sim, à verdade plena e incorruptível, à qual somente teremos condições de alcançar quando abandonarmos de vez o orgulho que entorpece nossos sentidos e cega nossa razão.

       

      Redação do Momento Espírita.

 

quinta-feira, 26 de maio de 2016

CONFIA EM DEUS


Aflições e lágrimas são processos da vida, em

que se te acrescentam as energias, a fim de que

sigas a frente, na quitação dos compromissos

esposados, para que se te iluminem os olhos, no

preciso discernimento.

 

Nos dias difíceis de atravessar, levanta-se para a

vida, ergue a fronte, abraça o dever que as

circunstâncias te deram e abençoa a existência

em que a Providência Divina te situou.

 

Por maiores se façam a dor que te visite, o golpe

que te fira, a tribulação que te busque ou o

sofrimento que te assalte, não esmoreças na fé e

prossegue fiel às próprias obrigações, porque, se

todo o bem te parece perdido, na fase da tarefa

em que te encontras, guarda a certeza de que

Deus está contigo, trabalhando no outro lado.

 

Autor: Emmanuel

Psicografia de Francisco Cândido Xavier. Livro: Alma e Coração

 

 

domingo, 15 de maio de 2016

PERDÃO E NÓS

 

        Habitualmente, consideramos a necessidade do perdão apenas quando alvejados por ofensas de caráter público, no intercurso das quais recebemos tantos testemunhos de solidariedade, na esfera dos amigos, que nos demoramos hipnotizados pelas manifestações afetivas, a deixar-nos em mérito duvidoso.

        A ciência do perdão, todavia, tão indispensável ao equilíbrio, quanto o ar é imprescindível à existência, começa na compreensão e na bondade, perante os diminutos pesares do mundo íntimo.

        Não apenas desculpar todos os prejuízos e desvantagens, insultos e desconsiderações maiores que nos atinjam a pessoa, mas suportar com paciência e esquecer completamente, mesmo nos comentários mais simples, todas as pequeninas injustiças do cotidiano, como sejam:

        a observação maliciosa;

        a referência pejorativa;

        o apelo sem resposta;

        a gentileza recusada;

        o benefício esquecido;

        o gesto áspero;

        a voz agressiva;

        a palavra impensada;

        o sorriso escarnecedor;

        o apontamento irônico;

        a indiscrição comprometedora;

        o conceito deprimente;

        a acusação injusta;

        a exigência descabida;

        a omissão injustificável;

        o comentário maledicente;

        a desfeita inesperada;

        o menosprezo em família;

        a preterição sob qualquer aspecto;

        o recado impiedoso...

        Não nos iludamos em matéria de indulgência.

        Perdão não é recurso tão-somente aplicável nas grandes dores morais, à feição do traje a rigor, unicamente usado em horas de cerimônia. Todos os menos suscetíveis de erro e, por isso mesmo, perdão é serviço de todo instante, mas, assim como o compositor não obtém a sinfonia sem passar pelo solfejo, o perdão não existe, de nossa parte, ante os agravos grandes, se não aprendemos a relevar as indelicadezas pequenas.

 

Emmanuel (Chico Xavier)

(De “Estude e Viva”, de Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira, pelos Espíritos de Emmanuel e André Luiz)

 

domingo, 8 de maio de 2016

VACINAS DA ALMA NO REINO DA PALAVRA


 

- Não grite.

Não permita que o seu modo de falar se transforme em agressão.

- Conserve a calma.

Ao falar, evite comentários ou imagens contrárias ao bem.

- Evite a maledicência.

Trazer assuntos infelizes à conversação, lamentando ocorrências que já se foram, é requisitar a poeira de caminhos já superados, complicando paisagens alheias.

- Abstenha-se de todo adjetivo desagradável para pessoas, coisas e circunstâncias.

Atacar alguém será destruir hoje o nosso provável benfeitor de amanhã.

- Use a imaginação sem excesso.

Não exageres sintomas ou deficiências com os fracos ou doentes, porque isso viria fazê-los mais doentes e mais fracos.

- Responda serenamente em toda questão difícil.

Na base da esperança e bondade, não existe quem não possa ajudar conversando.

- Guarde uma frase sorridente e amiga para toda situação inevitável.

Da mente aos lábios, temos um trajeto controlável para as nossas manifestações.

- Fuja a comparações, a fim de que seu verbo não venha a ferir.

Por isso, tão logo a ideia negativa nos alcance a cabeça, arredemo-la, porque um pensamento pode ser substituído, de imediato, no silêncio do espírito, mas a palavra solta é sempre um instrumento ativo em circulação.

Recorde que Jesus legou o Evangelho, exemplificando,

mas conversando também.

 

ANDRÉ LUIZ

União das mensagens:

"Vacinas da Alma" e "No Reino da Palavra"

Dos livros "Busca e Acharás" e “Aulas da Vida”

Psicografia de Francisco Cândido Xavier